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MITOS E VERDADES SOBRE A IMOBILIZAÇÃO ORTOPÉDICA

Todas as profissões possuem alguns mitos e verdades sobre seus procedimentos, forma de trabalhar, matéria-prima, dentre outros pontos. Pensando nisso, nós, do CONDIO-BR, Conselho Deliberativo da Imobilização Ortopédica do Brasil, preparamos um material especial com alguns dos principais mitos e verdades no ramo da Imobilização Ortopédica. A seguir, você verá algumas curiosidades e poderá descobrir se é mito ou verdade aquela informação que você leu, viu ou ouviu, em algum veículo ou até mesmo nos famosos e super úteis grupos de Whatsapp. Em tempos de FakeNews, é importante estarmos atentos para sabermos sobre os fatos relevantes que nos afetam e devemos acreditar em tudo que nos chega como informação, até para preservar e valorizar a profissão!

Muitos pontos podem contradizer o comportamento do indivíduo no cenário atual e na área da saúde isso não é diferente. Alguns costumes antigos de Imobilização Ortopédica atualmente já não são executados usualmente. Assim como todas as áreas profissionais, a Imobilização Ortopédica também contou com os avanços tecnológicos e evoluiu. Alguns problemas do passado, já não existem mais e devemos saber diferenciar os mitos e verdades sobre da profissão, até para aproveitarmos os benefícios que as novas tecnologias nos trouxeram.  A seguir, vemos alguns pontos curiosos, de coisas que mudaram ao longo do tempo e que hoje podem contribuir para a boa realização do nosso trabalho!

A Imobilização Ortopédica só serve para fraturas?

Essa afirmação não é verdadeira. É verdade que todas as fraturas ósseas são tratadas com a imobilização do membro acometido, porém, engana-se quem pensa que a imobilização é feita apenas quando um osso se quebra ou fratura.Alguns exemplos são as luxações que também podem ser tratadas com “tratamento conservador” ou gesso hospitalar. Outras contusões, como lesões traumáticas, entorses e/ou rompimentos de tendões ou ligamentos, inflamação do tecido que reveste as articulações, tendinites e doenças inflamatórias osteoarticulares, ou alteração patológica degenerativa da cartilagem, também podem ser tratadas através da Imobilização Ortopédica.

O gesso polui o meio ambiente?

Isso é verdade!Pouca gente sabe o que acontece com o gesso de imobilização depois que o paciente termina o tratamento.O processamento químico da degradação deste material, dependendo de onde é descartado e da quantidade do descarte, pode gerar a contaminação do solo e dos lençóis freáticos e por isso precisa ser corretamente tratado para evitar a poluição do meio ambiente. Se eliminado em aterros sanitários comuns, por exemplo, o material pode tornar-se inflamável e a incineração do material pode produzir dióxido de enxofre, um dos principais poluentes do ar na queima industrial.

Tala imobilizadora pode ser molhada?

A resposta é sim! O advento da tecnologia, principalmente através da impressão 3D, mudou muita coisa no mundo da saúde. Hoje em dia, o mercado já disponibiliza talas imobilizadoras, geralmente feitas em plástico, que trazem ótimos benefícios para o paciente e para o tratamento. Além de serem feitas com materiais completamente biodegradáveis, as talas impressas em 3D podem ser impermeáveis, arejadas, higienizáveis, resistentes e hipoalergênicas.

O gesso sintético é outro material de imobilização impermeável. Ele é hidrofóbico e permite que o paciente tome banho ou nade sem maiores preocupações. Porém, o gesso sintético não soluciona o odor e pode gerar coceira e irritações, devido ao acúmulo de umidade em algumas regiões internas, o que pode gerar a proliferação de fungos e de bactérias.

E o resultado? Talas impressas em 3D dão o mesmo resultado que o gesso?

Sim, é verdade que as talas feitas a partir da impressão 3D são tão eficientes quanto o gesso comum ou gesso sintético. Essas novas talas podem imobilizar o membro afetado com a mesma precisão, poisas talas são impressas de forma personalizada, após o escaneamento do corpo e do local da lesão. A tala sai sob medida e com o desenho anatômico do paciente.

Imobilização com gesso causa irritações na pele do paciente?

Sim, podem ocorrer! Realizar uma imobilização com gesso comum, sem que o paciente sinta alguma coceira, é praticamente impossível! Uma dica muito importante que comumente é passada aos pacientes, é que eles evitem utilizar objetos para coçar a pele. Isso pode causar feridas e o atrito constante do gesso com a lesão intensifica mais o caso. O gesso comum também não pode ter nenhum contato com água e ambientes úmidos devem ser evitados. Sugere-se, por conta disso, que o gesso seja coberto por uma sacola ou proteção impermeável no momento do banho. O gesso úmido em contato com a pele causa ainda mais irritação cutânea do paciente, além do desagradável mau cheiro que o contato do gesso com a umidade pode gerar.

Serra Elétrica Oscilatória ou Vibratória, corta ou não?!

Em tecido epitelial integro e jovial é mais difícil de lesionar, porém, se houver a presença de edema ou um tecido epitelial ressequido ( bastante comum nos idosos ), a predisposição à lesão é bem mais notória. Há a necessidade de muita habilidade e cuidado por parte dos Profissionais durante a utilização deste equipamento.

Por, Vinícius Lecci

Foto: (Freepik)